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FIM DE ANO 2011 – PATAGÔNIA 2012

Com um pouco de atraso, descreveremos nossa viagem de fim de ano 2011 e a aventura pela Patagônia Argentina até a Península Valdéz e Trelew, cidade do amigo Willy.

Preparativos e pré-viagem:

Após incansáveis reuniões, vários churrascos para organizar o roteiro e algumas desistência, eis o grupo que partiu de Chapecó rumo a Buenos Aires onde passamos a virada de ano: Fábio Baldi/Marinete, amigo Barba (foi só pra olhar a saída…rs), Karol/Kiko (nós),  Adri/Alvaro, ACM/Tac e Fábio/Fernanda Guillen (já na estrada em Ijuí). Apenas Baldi/Mari de carro como apoio e porta malas. Fizemos a viagem juntos até Buenos Aires (BA), depois apenas Kiko/Karol (nós) fomos para a Patagônia estendendo a viagem em mais 3000 km.

Turma da ACM Rider na viagem fim de ano 2011

ROTEIRO de IDA:

Chapecó – Santana do Livramento (RS)/Rivera (Uruguay)

Rivera – Montevidéo

Montevidéo – Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento – Buenoa Aires (via Buquebus)

Buenos Aires (virada de ano) / San Clemente de Tuyú

San Clemente / Mar del Plata

Mar del Plata / Bahía Blanca

Bahía Blanca / San Antonio Oeste

San Antonio / Trelew

ROTEIRO de RETORNO

Trelew / Rio Colorado

Rio Colorado / Trenque Lauquen

Trenque Lauquen / Paso de los Libres (Ar)-Uruguaiana (Br)

Uruguaiana / Chapecó

Total de 7.300 km rodados

EQUIPAMENTOS:

Como descrito no blog da viagem ao Chile, seguem:

Itens que levamos para a moto: reparador de pneus spray, lubrificante de corrente, kit de ferramentas básicas da moto, troca de óleo efetuada em Trelew (depois recomendo o local – ótimo)

Kit remédios: curativo, band-aid, dorflex, anti gripal e anti febril, emplastos contra dores musculares, engov e kit diarreia.

Itens de Karol: 1 par de tênis, bikini, 1 calça jeans, 2 calças leggings, 3 blusas leves, 2 casacos, meias, calcinhas, sutians, 1 blusa térmica, meia calça de lã, 1 blusa de lã,  demaquilante, maquiagem,  rabicós, óculos de sol, secador de cabelos (isso não é luxo, é necessidade, usamos até pra secar roupas), pinça.

Itens do Chico: 1 calça jeans, 3 camisetas, 1 calça/bermuda de nylon, 1 moleton, 1 par de tênis, barbeador

Itens gerais: protetor solar, cortador de unhas e lixa, manteiga de cacau, pen drive, maquina fotográfica com cabo pra descarregar, óculos de sol, corda para varal (você necessitará lavar roupas íntimas e algumas mais…rs.rs…), caneta e papel, chinelos, lenço descartável/papel higiênico, creme hidratante (no clima seco você sentirá falta), desodorante para os pés, jaquetas e luvas (simmmm, temos chulé dos pés ate a cabeça, passando pelas luvas, calças, jaqueta e capacete), toca descartável de cabelo, toalhas de pano veio pra capacete e pra moto.

Roupas para andar de moto: jaquetas e calças de cordura, bala clavas e protetores de pescoço de neoprene, luvas de inverno, botas impermeáveis de motociclista, kamel bag. Roupas de chuva: Chico: macacão Lookweel cor laranja, Karol: calça e jaqueta de plástico.

Moto: Hayabusa 2006 com 50.000 km muito bem rodados, revisada, relação coroa-pinhão-corrente nova, pneus Michelin Road 3 (ótimos, recomendo mesmo sem ganhar patrocínio…rs.rs…)

CHAPECÓ – SANTANA DO LIVRAMENTO/RIVERA

Saída cedo de Chapecó, com parada programada na casa do pai do ACM para almoço…e que almoço, churrasco dos melhores. após uma ciesta, tocada até Santana do Livramento (Br)/Rivera (Uy).

Dia e viagem tranquilo, pouco movimento, estrada boa. Na altura do trevo de Cruz Alta/Ijuí encontramos o casal Fábio/Fernanda.

Primeiro abastecimento da viagem, Sarandi, RS.

SANTANA DO LIVRAMENTO(BR)/RIVERA(UY) – MONTEVIDÉO

O dia iniciou com a fronteira. Atendimento tranquilo, documentação pronta, tocamos em direção à capital uruguaia. Um colega informou da falta de postos neste trecho. Mentira. seguimos ranquilos, entramos na cidade de Tacuarembó para abastecer e almoçar, mas um pouco adiante havia posto na beira da estrada.

Estrada reta, pequenos aclives e declives, um tanto monótona, ainda mais andando na faixa de 140 km/h. Vento lateral razoável. Em uma das paradas nos postos Ancap encontramos uma placa de um veículo uruguaio…imagina se deixamos lá??

Posto Ancap + captura da placa uruguaia
Almoço em Tacuarembó

Estrada reta, pequenos aclives e declives, um tanto monótona, ainda mais andando na faixa de 140 km/h. Vento lateral razoável. Em uma das paradas nos postos Ancap encontramos uma placa de um veículo uruguaio…imagina se deixamos lá??

Ao fim da tarde chegamos a alegre, cosmopolita, acolhedora e linda Montevidéo. Fim de tarde com o pôr do sol no mar del plata inesquecivel.

Pôr do dol na rambla de Montevidéo

Montevidéo vale a pena. Cidade relativamente pequena para uma capital nacional, pode-se dizer que é uma Buenos Aires de menores dimensões com os mesmos atributos e atrativos, sem o malefício da cidade grande. O trânsito é tranquilo, as pessoas acessíveis…quando encontram brasileiros….que festa. Imperdível conhecer a beira mar chamada de “rambla”, os parques ao longo da cidade do o parque rodó, o mercado publico …hummm…. se puder almoçar, recomendamos paeja e o trasdicional drinque de boas vindas médio-médio, mistura de espumante e vinho branco. Casas noturnas não fsltsm, desde teatro, shows de dança, botecos e bares centenários. Pode-se deixar de lado o city tour oferecido nos hotéis…na opinião de 8 brasileiros, o mais atrativo do passeio foi o sorvete….ahuahuahuhaua…..

Bar Fun Fun, 1895.

Patricia, Pilsen, Norteña…botecos de Montevidéo.

Garçon (moço) mega simpático no mercado municipal.

Montevidéo também proporciona a oportunidade de visitar Punta del Este e Colonia del Sacramento, ambos passeios imperdíveis e de fácil acesso. Selecionamos um dos dias para Punta e Casa del Pueblo (Paes Vilaró). Cerca de 120 km de ótimas estradas partindo da capital.

Casa del Pueblo: museu, exposição de arte e hotél….incrível.

Que se passa???

Um abraço de “punta del este”.

De Punta del Este retornamos à capital uruguaia e no outro dia rumamos para Colonia, onde passamos o dia para, ao final deste, cruzarmos via Buquebus até Buenos Aires. Colonia é daquelas cidades que você pergunta, Por quê não vim antes? Por quê não fico mais um dia? É indescritível a sensação de andar por ruas centenárias, casas e muros que testemunharam batalhas, enfim, muito do que aprendemos nas aulas de geografia e história poderia se resumir a uma viagem…que será lembrada para sempre. Bom, Colonia foi um reduto Português encravado nas barbas do império Espanhol nos anos dourados destes dominadores. Enquanto os espanhóis retiravam prata da Bolívia e transportavam no lombo de burros até o Rio da Prata (por isso o nome), os espertos purtuguesiiix preferiam roubá-la…rs.rs.rs.rs… Colonia fica na foz do rio da prata, portanto, passagem obrigatória das naus para o velho mundo. E que tal roubá-las neste “entroncamento”. Bem, isso foi feito por muito tempo, até que os reis destes países resolveram sentar e conversar….ei, sabe aquele pedaço de terra que eu tenho lá no Brasil? Aquele, já catequizado pelos padres Jesuítas (noroeste do RS+Argentina). Que tal trocarmos? Sim, a Espanha ofereceu este território em troca de apenas uma cidadela chamada Colonia. Claro que Portugal aceitou. Mas não imaginava tanta luta contra os jesuítas e guaranís….verdadeiro derramamento de sangue em vão… Coisas que o seu prof. de história não conta, mas com persistência você descobre…. Conheça a sua história para não vivê-la no futuro.

Colonia del Sacramento, respire historia…

Sabe aquela ponte elevadiça que vc vê nos filmes? Aqui tem….

De Colonia até Buenos Aires são 40km de travessia. Há 2 opções de BuqueBus, rápido e tradicional, esta a única opção para levar as motos. Lembre de levar extensores pois o Buque não oferece nada além de cordas para amarrar as magrelas. Recomendo você acompanhar o embarque de sua moto para não ter surpresas…se duvidar eles nem amarrarão sua motoca….

Motoqueiros Selvagens, “los del fuego”….

EM BUENOS AIRES

Chegamos noite adentro na capital portenha. Sem muito esforço achamos os hotéis e da madrugada um restaurante para matar a fome. Noutro dia conhecemos o centro e arredores e compramos artigos para a ceia…cerveja, espumante, frutas….Passamos a virada no “Puerto Madero”.

Chegada do BuqueBus em Buenos Aires.

Obelisco, centro nervoso de BA.

Ceia no “hotel califórnia”…kkkk

Após a ressaca da virada, dia cheio de visitas…

El Caminito

Parque “de la flor”

Em Buenos Aires o grupo separou: eu e Karol iniciamos a viajem solo para a Patagônia e a turma retornava rumo a Rosário/Corrientes/Posadas/Brasil…

Nosso destino era a região de Mar del Plata, mais precisamente San Clemente de Tuyú, cidade que abriga o maior parque aquático da América Latina, o Mundo Marino.

Show de toninas (espécie de golfinho)

O mundo marino apresenta shows com toninas, lobos e leões marinhos e pinguins. Incrível ver estes amigos tão de perto. Incrível também descobrir isso no litoral argentino…Em nossa opinião, vale a pena voltar a ser criança…

MAR DEL PLATA

De San Clemente fomos para a famosa cidade de Mar del Plata, turística, cara, com belas praias…uma pena o frio da água….congelante.

Panorâmica de Mar del Plata

MAR DEL PLATA hasta BAHIA BLANCA

Em diversos posts de viagens encontramos a referência de hospedagem em Bahia Blanca…realmente é um trecho de estrada em meio ao deserto patagônico, de calor escaldante, sem muita opção. Nós (eu e Karol) imaginamos uma cidade litorânea, com a brisa do mar e o cheiro da praia….que desastre…. Em uma “estación de servicio” encontramos dois argentinos viajando de moto que nos falaram para não ir a Bahia Blanca, e sim a uma vila/prais um pouco antes, Monte Hermoso, considerada uma das praias mais bonitas da Ar. Acabamos seguindo nosso roteiro…. Imagine uma cidade quente. Tão quente que decidimos parar a moto na praça e procurar hospedagem a pé pois o calor era insuportável…. Encontramos um mata pulgas, relativamente caro. Quando retornei para pegar a moto, adivinhem???? O pézinho da moto havia “afundado” no asfalto quente….pena não ter a foto para comprovar..rs.rs.rs….

Plantação de girassol, à beira da ruta.

de BAHIA BLANCA até SAN ANTONIO OESTE

Este era o destino, felizmente alterado após algumas conversas de beira de estrada. Nesta época é comum a falta de combustível em função da alta demanda. Os transportadores não vencem entregar, portanto, onde há nafta, há fila….

Filas nos postos, situação comum.

Neste trecho da patagônia já se observa desertos de sal e incansáveis retas.

Deserto de sal

Retas intermináveis…

Acabamos optando por pernoitar em uma praia chamada “Las Grutas”, próxima de San Antonio Oeste. Não poderia ter sido melhor. Cidade balneária, de beleza ímpar e água quente, hotel aconchegante e de frente pro mar….especial…

Praia de “las Grutas”

Ao subir a maré enche as piscinas naturais da praia. Ao baixar, a água aprisionada se aquece e garante a diversão da criançada.

O que faz a fome…rs.rs.rs.. Vida de viajante, lanche de dia, rango só a noite.

LAS GRUTAS para TRELEW

A moto dormiu em frente ao hotel, à beira da praia. Sempre ouvimos falar dos ventos patagônicos, mas não demos muita atenção. Pela manhã a moto estava coberta de areia…não dava para ver a cor da moto…. Procuramos um posto para limpar e lubrificar a corrente, caso contrário o desgaste prematuro poderia nos deixar na mão.

Em  Trelew existe um museo de paleontologia fantástico. Pouco de ouve falar, mas vale muitíssimo a pena uma parada nesta cidade pelo museu. É o maior do gênero na América Latina e você pode tocar em fósseis de milhões de anos.

Karol ao lado de um verdadeiro fêmur fossilizado…não é réplica não…

Museo Paleontológico Egídio Feruglio, uma pérola no coração de Trelew.

Verdadeiros ovos fossilizados de dinos…

Sem palavras…

Estar em meio a tesouros da história, poder tocar em alguns deles então…O museu MEF é muito bem montado e proporciona uma viagem à pré-história. Vale 100% uma visita, especialmente àqueles que estão desesperados pela ruta 3 em chegar à Ushuaia.

PARA A CASA DO AMIGO WILLY

Fomos recebidos calorosamente pelo amigo Willy, que nos hospedou na casa de seus pais durante este fim de semana. Para “cenar” um tipico assado patagônico, brasa no chão, sem labaredas, apenas o calor assando a carne temperada com sal “entrefina”, uma espécie de sal grosso mais fino que o disponível aqui no Brasil.

Assado em solo patagonico.

GERAL NA MOTOCA

Sábado de manhã foi o dia da geral na motoca. Willy botou a mão na massa e ajudou desde a lavação, troca de óleo e limpeza do filtro de ar. A Suzuki não tem muita fama na Argentina. Quem ocupa este papel é a Yamaha. São poucas “S” que circulam, por isso chama muita atenção a famosa Hayabusa.

Willy caprichando no filtro de ar.

Para quem passar pela ruta 3, na altura de Trelew, há duas ótimas indicações para manutenção da moto, concessionária Yamaha e a recém inaugurada Kawasaki do amigo Willy.

Moto lavada para o retorno.
Concessionária Yamaha em Trelew.

SÁBADO A TARDE

Willy e família resolveram nos conceder um tempo na moto e fomos juntos, de carro, visitar algumas praias, o Porto Rawson e o encontro do Chubut com o mar. A clima na Patagônia é sempre uma surpresa. O dia que havia iniciado quente e ensolarado logo tornou-se ventoso, nublado e com chuva.

Rio Chubut e a típica vegetação da região: desértica.
Karol na praia da Patagônia…água fria, areia grossa.

A oferta de frutos do mar é enorme, e o preço menor que no Brasil. Saindo da praia compramos “lagostins”, que para mim são camarões mega gigantes. A mestre cuca Karol caprichou no mega camarão ao bafo e fez sucesso….nenhum dos presentes conhecia este modo de fazê-los….valeu manezinha!!

Lagostins ao bafo…

CONHECENDO GAIMAN

Gaiman é daquelas cidades com ar bucólico, onde se respira história e a mão do homem trabalhou em consonância com a natureza. Foi graças a canalização do rio que os primeiros imigrantes Galeses conseguiram se fixar na região. Alguns destes canais ainda são mantidos. Mas tradição mesmo são as casas de chás, uma mais linda que a outra. De tão tradicional até Lady Diana visitou o local.

Karolzinha em uma das casas de chá.
Só uma xícara de chá…

DOMINGO NA PENÍNSULA VALDÉS

Cedinho rumamos de carro com Willy e cia para um dia espetacular na Península Valdés. Este é um dos melhores pontos para avistamento de baleias, mas não no verão. Em janeiro os pinguins e lobos marinhos são donos da península. Descobrimos que há ingresso para adentrar na reserva, e que o valor para estrangeiros é muito MUITO maio que para os argentinos. Como estávamos com o hermano Willy, passamos por hermanos tbem..rs.rs.rs.rs.

Ossada de baleia no centro de turismo da península.
Praia de Puerto Piramides, na península.
Prestes a entrar na água da Patagônia.

A HISTÓRIA CONTINUA….sem fotos

O que se passa a partir de agora não tem registros fotográficos. Culpa minha. Um amigo do Willy estava de lancha e havíamos combinado o passeio. Ocorre que deveríamos entrar na água até chegar ao barco, coisa de uns 50 metros, água na altura da cintura. Como entrar em na água gelada, uns 12 graus Celcius? Incrível a diferença de temperatura, no sol um calor de deserto e na água, congelante. Como não poderíamos “fazer feio” perante os hermanos, eu e Karol combinamos: NÃO PODEMOS SE ENTREGAR PROS HOME, DE JEITO NENHUM. Respira e vamos…..nesta atitude corajosa, esqueci que meus documentos e máquina fotográfica estava em meu bolso. Resultado…salvamos o chip comas fotos que vocês estão vendo. A máquina, de perda total.

Ficamos chateados pois a beleza do local é indescritível, ainda mais apresentado por gente da terra, que conhece. Existe uma espécie de degrau de uns 50 metros entre a planície que forma a península e o mar. Paramos em uma praia, praticamente deserta, onde almoçamos. Como falamos, o clima na patagônia é imprevisível. O tempo fechou, vento forte, ondas enormes. Passamos maus bocados dentro do barco/lancha para chegarmos à terra…salve Willy que tem muita experiência no mar, trabalhou como guia turístico….demos graças por chegar à praia e agradecemos tomando muita, muita água pois estávamos salgados de tanta água do mar que nos atingiu.
Se valeu a pena? Cada segundo, certamente faríamos novamente…rs.rs.rs.

O INÍCIO DO RETORNO

Segunda-feira, dia de despedida dos amigos e de nossa família patagônica. Rumamos em direção ao norte, com tempo bom e a companhia do vento.

Neste primeiro dia tocamos  até a Rio Colorado, onde pernoitamos. Lutamos o dia todo com a falta de abastecimento de combustíveis, fato que gera enormes filas…de até 1 hora. A chegarmos em Rio Colorado, faltando uns 60 km, uma gostosa chuva iniciou. Parecia um presente em meio ao calor da desértica patagônia. Não paramos para colocar roupas de chuva pois estava muito agradável. Mas o que parecia um refresco virou sufoco. Em minutos a estrada começou a ficar branca…pedras de gelo. Imediatamente parei a moto na beira da estrada (não há acostamento). Falei para Karol correr procurar abrigo enquanto eu prendia a moto no chão pois o vento era intenso. Karol correu uns metros, parou e retornou dizendo: me esconder aonde…não há um arbusto, uma árvore, nada….ahuahuahuahuhauhauuahuhuaaaaa….

Para nossa surpresa um camioneiro hermano parou à beira da estrada e mandou subirmos na cabine. No início hesitamos, mas ele insistiu. Entramos, molhamos tudo..rs..rs.. e ele nos falou que isso é comum nesta época do ano, coisa de chuva de verão. Em 5 minutos, assim como a chuva veio, foi embora. Agradecemos nosso amigo, deixando com ele a última de nossas canetas que levamos como lembrança para entregarmos em casos como estes. Muito obrigado hermano, irmão de estrada.

Colorado, como símbolo da cidade o Javalí.

DE RIO COLORADO ATÉ GENERAL VILLEGAS

De volta ao asfalto, neste dia a chuva nos pegou pra valer. Imaginávamos chegar até Rosário, mas as condições não estavam favoráveis. Ao cruzarmos um trevo, cidadezinha de General Villegas, encontramos um grande posto YPF, no outro lado da rua um hotel muito ajeitadinho e ainda por cima uma parrilleria em frente. Perfeito. Paramos por aqui mesmo, cansados, molhados, enfim, felizes. Fomos os primeiros a chegar na churrascaria…rs.rs.rs…vinho tinto e assado. Karol roubou minha carne e me deixou com seu franguinho penoso…rs.rs.rs.rs.rs…muito divertido.

GENERAL VILLEGAS ATÉ…????….PASO DE LOS LIBRES/URUGUAIANA

Cedo na estrada, tempo fechado mas sem chuva….fomos rodando sem fixar destino, em direção a cidade de Federal. No início da tarde novamente a chuva como companhia, desta vez mais fraca. Chegamos em Federal por volta das 18 horas. A cidade é a única que oferece alguma condição de pouso nos arredores. Minha intenção era descansar a carcaça aqui mesmo. Abastecendo a moto encontramos um brasileiro retornando do Chile, solitário, com uma Ducati Elefant, década de 90. Nunca havia visto um trem destes. Karol estava embalada na viagem, queria prosseguir. Nosso novo amigo desejava nos acompanhar, entretanto fui sincero: temos que chegar em Paso de los Libre até as 20 horas, antes de escurecer. Vou andar, vc trate de me acompanhar. E lá fomos, a Ducati véia se apertando nos 180 km/h…rs.rs… Ainda deu para encher o tanque em Paso e cruzar para Uruguaiana. Brasil de volta.

A noite fizemos as contas: 950 km rodados neste dia.

URUGUAIANA – CHAPECÓ

Com cara de despedida, rodando “despacito” chegamos a Chapecó ao final da tarde. Histórias, encontros, amigos, comidas, cervejas, vinhos, gasolinas, pneus, poeiras, paisagens, vivemos mais uma aventura da vida.

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