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O que levamos na viagem BRASIL-PERU-BOLÍVIA

De modo a ajudar outros moto-aventureiros em suas aventuras, listaremos os itens que levamos desde itens pessoais aos equipamentos da moto.

Não queremos aqui promover ou denegrir qualquer marca ou fabricante, apenas relatar as impressões que tivemos utilizando os mesmos.

FRANCISCO -KIKO:

Gerais: 2 calças jeans, 1 tênis, 1 chinelo, 4 camisetas, 1 blusa de moletom, diversas meias e cuecas, 1 bermuda.

Específicos da moto: calça de cordura de inverno Riffel, jaqueta 3 x 1 (inverno/verao/chuva) Lookwell, botas impermeáveis Alpine, 1 par de luvas de verão Joe Rocket, 1 par de luvas de inverno/impermeável Lookwell, forro térmico da jaqueta, macacão de chuva Lookwell, capacete Scorpion Exo1000, 1 Kamel bag de 1 litro marca ASW.

KAROL:

Gerais: cordão (para utilizar como varal), secador de cabelo,

Específicos da moto: calça de cordura de verão Riffel, jaqueta 3 x 1 (inverno/verao/chuva) Joe Rocket, botas impermeáveis, 1 par de luvas de verão Lookwell, 1 par de luvas de inverno/impermeavel Lookwell, forro térmico da jaqueta, forro térmico da calça, roupas de chuva impermeáveis, camiseta e calça térmicas tipo segunda pele, balaclava, capacete Scorpion Exo1000.

MOTO

BMW GS 1200 R, revisada e com os seguintes componentes substituídos antes da viagem: filtro de óleo e filtro de ar KN, jogo de velas Bosh Germany de 2 eletrodos, óleo do motor Motul 5100 (trocado a cada 5.000 km), óleo do cardã Selenia 75W90, pneus dianteiro e traseiro Metzeler Tourance EXP.

Ferramentas, itens de manutenção e reparo que levamos: jogo de ferramentas originais da BMW adicionado de diversas ferramentas como jogo de chaves tork e allen, cachimbo de velas, chave para desmontagem da roda dianteira, mini compressor para encher pneus atraves da tomada de energia/bateria, calibrador de pneus, 1 canivete, diversas abraçadeiras de plástico, fita Silver Tape. Preventivamente, levamos 1 jogo (4 velas) sobressalentes, 1 litro de óleo Motul 5100,  200ml de óleo do cardã (suficiente para uma troca), remendo de pneu tipo spray e remendo de pneu tipo espaquete.

Durante a viagem a moto não apresentou qualquer problema ou sintoma de falha. Não houve sequer um pneu furado. Apenas manutenção de prevenção/inspeção realizada diariamente, verificação do nível de óleo do motor e estado/pressão dos pneus.

O motor BMW 1200 refrigerado a ar consome óleo. Isso é sabido e típico. Nossa experiência nesta viagem revelou a necessidade de adicionar 500ml de óleo a cada 2.000 km.

Nas fotos abaixo, nivel de oleo no primeiro dia da viagem e apos cerca de 2.500km rodados.

DSC00742DSC01122

Em Rio Branco/Acre, encontramos uma oficina bem preparada e apta a atender o amigo motociclista, incluindo óleo de moto Motul, pastilhas de freio para diversas motos de grande cilindrada e filtros. Caso você necessite, pode combinar e marcar quais itens precisará. Certamente será muito bem atendido por toda a equipe.

Pneus: após 11.000 km rodados, o pneus traseiro mostra sinais de desgaste na faixa central. Ainda apresenta condições de rodagem, porém próximo de seu limite, digamos 80%. Esperávamos melhor desempenho.

Algumas pessoas questionavam o desempenho das velas Bosh Germany, alertando-me para levar velas sobressalentes pois as mesmas não suportariam a viagem. Posso garantir que as velas apresentaram ótimo desempenho, sendo inspecionadas após 5.000 km na mini-revisão em Rio Branco e estavam ótimas. Fica a dica, abaixo o preconceito.

Gasolinas: durante a viagem utilizamos todos os tipos e qualidades disponíveis e a motocicleta não apresentou problemas. Com a gasolina comum ou aditivada dentro dos estados de MS e MT notava uma certa “batida de pino” típica de gasolina com baixa octanagem, especialmente quando se necessitava forçar o motor em subidas ou ultrapassagens. Isso se deve á pré-ignição da gasolina “antes” do momento certo, ou seja, antes da faísca da vela. O sistema eletrônica da moto corrige o problema “adiantando” o momento da faísca, ou seja, adiantando o ponto do motor. Perfeitamente compreensível e aceitável, pois a BMW recomenda gasolina com octanagem  mínima de 95 RON. Quer saber sobre octanagem? Vamos lá, mede a resistência do combustível queimar em funcão do aumento da pressão na câmara de combustão. Quanto mais modernos, eficazes e com maior taxa de compressão, tem-se a necessidade de combustível com maior octanagem. Os fabricantes avaliam a octanagem basicamente de 2 modos: com o motor em carga, sob altas rotações (método chamado MON), com o motor em carga e baixas rotações (método chamado RON) ou a média destes 2 valores, denominado Índice de Octanagem-IAD, método usado no Brasil. A gasolina européia tem RON mínimo de 95. A gasolina brasileira tem IAD=87, ou seja, a média da octanagem. Se tudo estiver bem e de acordo, o índice RON da gasolina brasileira é de 92 a 93. Por isso gente amiga das motos, recomenda-se gasolina de alta octanagem, que no Brasil só é encontrada nos postos Petrobrás com a denominação Pódium. Tentamos utilizar alguns aditivos da marca Bardhal para promover a correção da octanagem. Não notamos diferença, portanto, não recomendamos.

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